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Acusados dos ataques de 11 de Setembro vão ser julgados em Nova Iorque

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Acusados dos ataques de 11 de Setembro vão ser julgados em Nova Iorque

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Os cinco homens acusados de organizar os atentados de 11 de Setembro vão ser julgados por um tribunal civil em Nova Iorque.

Khaled Cheikh Mohammed, o cérebro confesso dos ataques, vai ser transferido juntamente com outros quatro acusados da prisão de Guantánamo para um estabelecimento federal em solo americano. Segundo a lei americana, a extradição dos réus, detidos em 2002 e 2003 só poderá ser consumada dentro de 45 dias. A Procuradoria-Geral de Justiça vai pedir a pena de morte para os acusados. “Eles vão ser trazidos para Nova Iorque, para responder pelos alegados crimes num tribunal a poucos quarteirões do local onde se erguiam as torres gémeas. Estou confiante na capacidade dos nossos tribunais realizarem um julgamento justo”, declarou o procurador-geral Eric Holder. Alguns familiares das vítimas, contestam a decisão da justiça por considerarem que os cinco homens deveriam ser julgados em tribunais militares. Os maus tratos e as torturas a que os prisioneiros foram submetidos poderão jogar a seu favor à luz de um tribunal civil. “Querem dar-lhes o mesmo género de protecção constitucional que dão ao tipo que é preso aqui na rua a vender droga? É isso que querem? Não me parece”, diz Charles Wolf, viúvo de uma das vítimas. “Bom, é aqui que ele pertence, foi aqui que as coisas se passaram, a tragédia, e é aqui que deve ser julgado”, defende Sal Bordonaro, residente de Nova Iorque. Por outro lado, alguns especialistas em Direito também levantam dúvidas quanto à imparcialidade de um júri escolhido por um tribunal nova-iorquino. Os atentados de 11 de Setembro de 2001 resultaram na morte de 3.000 pessoas nos Estados Unidos.