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EUA/China: bons parceiros económicos no primeiro rang

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EUA/China: bons parceiros económicos no primeiro rang

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A China já ultrapassou o Japão e adquiriu este ano a posição de segunda potência económica mundial. Os analistas prevêem que, a este ritmo de crescimento, até 2020, pode passar para primeiro lugar.

Assim, quando a primeira potência mundial encontra aquela que pode vir a destroná-la, compreendemos melhor que os temas como Direitos do Homem sejam relegados para segundo plano ou mesmo último plano. O que está em foco é a economia, incluindo os desequilíbrios comerciais, que muitos atribuem ao valor do yuan, considerado subestimado O total das trocas comerciais entre a China e os Estados Unidos ascendeu, em 2008, a mais de 400 mil milhões, mais de 330 mil milhões de importações chinesas para os Estados Unidos e apenas 70 mil milhões de exportações norte-americanas, um déficit comercial para os Estados Unidos que se eleva a 266 mil milhões de dólares. O analista Sidney Rittenberg, especialista em China, explica: “A relação é baseada no facto de que os americanos compram produtos chineses, a China pega no dinheiro e financia a dívida nacional da América. Sem este financiamento, a vida da economia americana seria muito mais difícil.” O mesmo é dizer que as duas economias estão cada vez mais interligadas e dependentes, que Obama bem tentou, através das taxas e de medidas de proteccionismo, tornar essas relações equitativas , mas tinha uma margem de manobra reduzida. Rittenberg especifica: “O governo dos Estados Unidos não vai deixar cair outras questões de direitos, vai continuar a debatê-las e a exercer, se possível, alguma pressão. Mas isso não vai interferir na discussão das principais questões, como a segurança e os laços económicos e por aí fora. “ Obama vai argumentar, portanto, que a China é um actor responável da economia global. Por agora, contribui mais para o crescimento global do que todas as outras potências e o boom das importações contribuiu para limitar o declínio do comércio mundial.