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Segurança Alimentar reúne líderes mundiais em Roma

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Segurança Alimentar reúne líderes mundiais em Roma

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A fome e as ajudas agrícolas aos países pobres são, entre hoje e quarta-feira, o centro das atenções na cimeira mundial sobre Segurança Alimentar em Roma.

A sede da FAO – a Organização para a Agricultura e a Alimentação das Nações Unidas – vai receber chefes de Estado e de Governo de 60 países. Mas a ausência dos líderes do G8, à excepção de Silvio Berlusconi, é percebida por muitos como um sinal de que não serão feitos avanços reais. Em Julho, as oito potências industrializadas prometeram consagrar mais de 13 mil milhões de euros durante três anos para ajudar os agricultores dos países em vias de desenvolvimento. A FAO espera um compromisso concreto, lembrando que em 2009 o número de pessoas que sofrem de fome passou pela primeira vez a barreira dos mil milhões. Segundo a organização, a produção agrícola deve aumentar 70 por cento até 2050 para alimentar a população mundial. A FAO estima em perto de 30 mil milhões de euros anuais as ajudas necessárias ao desenvolvimento da agricultura nas nações pobres. Mas, para o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola “é um erro esperar que simplesmente através de assistência financeira”, os países mais pobres “cultivem os seus próprios alimentos e alimentem as suas próprias populações”. Na véspera da cimeira, o Coliseu de Roma foi iluminado numa iniciativa contra a fome lançada pela ActionAid. A ONG patrocina uma petição na Internet assinada por perto de 150 mil pessoas para pedir aos líderes do G8 que desbloqueiem as ajudas prometidas em Julho.