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Argentina: porto de abrigo de nova onda de emigração africana

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Argentina: porto de abrigo de nova onda de emigração africana

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Em busca de uma vida melhor, cada vez mais emigrantes africanos chegam à Argentina. O destino nem sempre é previsível, mas o objectivo é atingir a América Latina e dar o salto para os Estados Unidos.

Bastantes acabam por encontrar em Buenos Aires um lar. É o caso de Ibrahim Abdoul Rahman, que fugiu da guerra civil na Serra Leoa, escondido num navio de carga. Hoje um homem, outrora uma criança soldado, Ibrahim conta que uma noite foi para o porto marítimo e entrou no barco. Pensava que ia para a Europa, mas mais tarde descobriu que estava na Argentina… “A viagem foi muito difícil porque tinham pouco combustível e comida”, relembra. Foram trinta e cinco dias a atravessar o oceano. Como ele, muitos outros. Só no ano passado, chegaram à Argentina mais de três mil emigrantes. Enquanto a Europa fecha as portas à emigração, uma nova vaga tenta a sua sorte na América Latina. De acordo com a representante na América do Sul do Alto Comissariado para os Refugiados da ONU, “nos últimos dois anos e meio, os números da emigração praticamente duplicaram” e há “cerca de mil pedidos para o estatuto de refugiado por ano.” Argentina, Brasil ou México abrem as portas à imigração, sem temer a chegada das novas culturas. Por exemplo, em Buenos Aires, a comunidade muçulmana encontra-se na mesquita, podendo assistir a aulas de espanhol e aceder gratuitamente à saúde.