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Cooperação económica e energética no topo das prioridades de Obama e Hu Jintao

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Cooperação económica e energética no topo das prioridades de Obama e Hu Jintao

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Barack Obama rendeu-se à beleza da Cidade Proibida. O presidente norte-americano fez uma pausa na agenda diplomática para visitar um dos locais mais turísticos de Pequim, o palácio imperial chinês.

Horas antes, Obama participou numa cerimónia no Grande Palácio do Povo, onde se reuniu com o homólogo chinês. Ambos os líderes preferiram deixar de lado divergências, ainda que o presidente norte-americano fizesse uma breve alusão aos direitos humanos, para defender as minorias e apelar à retoma do diálogo com o Tibete. Mas foi a economia que esteve em primeiro plano, com ambos os países a reconhecerem a importância geoestratégica e económica das duas potências. Hu Jintao frisou “o papel importante do diálogo estratégico e económico para reforçar a cooperação e confiança” entre a China e os Estados Unidos. As alterações climáticas também estiveram na ordem do dia, a três semanas da Cimeira do Clima em Copenhaga. Segundo o presidente norte-americano, “foram feitos progressos e não pode haver solução para este desafio sem os esforços da China e dos Estados Unidos, os dois maiores consumidores e produtores de energia”. Obama sublinhou que está a ser criado um centro sino-americano de pesquisa de energias limpas e já foram obtidos “acordos de eficiência energética e energias renováveis”. Obama e Hu Jintao jantaram face a face e o prato principal foi a cooperação. Mas, no menu de hoje, os temas são menos consensuais, como a estabilização da balança comercial entre os dois países, a Coreia do Norte, o Irão e o Afeganistão. Depois da China, Obama segue para a Coreia do Sul.