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Representante de deportados gera divisões na coligação de Merkel

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Representante de deportados gera divisões na coligação de Merkel

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A chanceler alemã está sob pressão para resolver um diferendo no seio da recente coligação entre democratas-cristãos e liberais, que pode esfriar as relações com a Polónia.

A polémica reside na nomeação da deputada federal da CDU, Erika Steinbach, para a direcção do Memorial das Deportações, um novo museu dedicado aos milhares de alemães expulsos da Europa de Leste depois da Segunda Guerra Mundial. Steinbach defende que “a questão central é (…) que alguns indivíduos ainda não aceitaram a existência da Liga dos Deportados. Alguns alemães eram contra [o organismo] e a responsabilidade deste debate reside na Alemanha e não no país vizinho”. O liberal Guido Westerwelle, que administra a diplomacia alemã e visitou Varsóvia logo após assumir funções, prometeu vetar a nomeação de Steinbach. Westerwelle teme irritar a Polónia, que rejeita a deputada democrata-cristã desde que, há vinte anos, Steinbach se negou no Parlamento alemão a reconhecer a fronteira de Oder-Neisse com o país vizinho. Mas a polémica defensora dos interesses dos Deportados conta com o apoio de membros da CDU e sobretudo da CSU, formação “irmã” da Baviera, o que dificulta seriamente a posição de Angela Merkel.