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Um novo modelo para o Mediterrâneo

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Um novo modelo para o Mediterrâneo

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Há pouco mais de um ano nasceu a União para o Mediterrâneo e como já aconteceu, anteriormente, empresários, políticos e artistas reuniram-se para debater o futuro deste organismo no Fórum de Jovens Líderes Mediterrânicos.

Na segunda edição que teve lugar na cidade espanhola de Sevilha, o objectivo foi encontrar novas ideias e projectos para este espaço euro-mediterrânico. “Criámos o fórum de jovens líderes mediterrâneos há um ano. Este segundo encontro girou em torno de uma ideia muito simples: que há uma nova geração de dirigentes de norte a sul do mediterrâneo que superaram os seus complexos. Somos jovens entre 25 e 40 anos que querem mudar as coisas”, explicou o presidente do Fórum Hakim El karoui. Para alguns dos participantes o futuro desta organização deve incluir os países do golfo, como afirma Gilles kepel, escritor e analista político.

“O Mediterrâneo no mundo global deve projectar-se num sistema universal que inclua três pólos que são: a União Europeia, os países do sul e do leste e os estados do golfo. São três pólos complementares que podem formar um triângulo virtuoso.”

Também as Nações Unidas são chamadas para este projecto mas qual é o papel que lhes cabe? É desta forma que explica o representante das Nações Unidas. “A Aliança de Civilizações da ONU pôs em marcha um programa para atrair os jovens dirigentes americanos e europeus a visitar regularmente o mundo árabe e muçulmano para que os conheçam melhor. Aqui pode estar a causa para a incompreensão porque uns e outros não se conhecem” Os organizadores deste fórum esperam que a criação de uma União para o Mediterrâneo não exista só a nível político mas também a nível económico e social. Todas estas ideias estão baseadas na esperança. Enquanto se espera pela concretização destes projectos, muita água terá corrido debaixo da ponte de Sevilha.