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Nomeações europeias surpreendem na China

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Nomeações europeias surpreendem na China

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Um dia depois de a Europa revelar ao mundo os dois rostos que a vão representar, as reacções não se fazem esperar. Os nomes de Herman van Rompuy e Catherine Ashton suscitam comentários em todos os continentes. A Euronews falou com um professor de Relações Internacionais e de Estudos Europeus de uma Universidade de Pequim, que se mostra surpreendido com a escolha dos Vinte Sete.

Mark Davies: Professor Shi Zhiqin , professor de Relações Internacionais da Universidade de Tsinghua, em Pequim. Obrigada por estar conosco. A União Europeia sabe agora que o seu primeiro presidente do conselho é Herman van Rompuy e o primeiro Alto Representante para os Negócios Estrangeiros será a baronesa Catherine Ashton. Posso perguntar-lhe o que sabe a China destas duas pessoas? Shi Zhiqin: “Posso dizer-lhe que estamos um pouco surpreeendidos, mas também penso que é normal porque van Rompuy desempenhou muito bem as suas funções de primeiro-ministro da Bélgica. Quanto a Ashton, estamos um pouco surpreendidos porque pensámos que o ministro dos Negócios Estrangeiros, de acordo com a Imprensa, seria Massimo d’Alema”. M.D: Os apoiantes na Europa do Tratado de Lisboa dizem que estes dois cargos vão permitir a União Europeia falar de forma clara, a uma só voz. A China vai agora passar a ouvir mais a União Europeia? S.Z: “É uma questão muito interessante. Durante muito tempo o que sabíamos da integração europeia era que estava para se fazer a qualquer momento… Queremos ouvir uma só voz, mas com o resultado desta selecção, pensamos que vai haver muitas vozes e não apenas uma”. M.D: O que quer a China da União Europeia, no futuro? S.Z: “Penso que devemos resolver algumas questões difíceis entre nós. Por exemplo, que os europeus aceitem a situação actual do mercado chinês e levantem os embargos à China e também temos que abordar a questão do Tibete. Estes assuntos podem ser obstáculos à nossa cooperação”.