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Acelerador de partículas do CERN volta a operar um ano depois

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Acelerador de partículas do CERN volta a operar um ano depois

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Depois de um ano de atrasos e reparações, o Grande Colisor de Hadrões voltou a ser activado e os cientistas do CERN estão optimistas.

A experiência visa recrear as condições que deram origem ao “Big Bang” mas constitui, segundo alguns, um perigo para a Terra. Conhecido pela sigla inglesa LHC, o maior acelerador de partículas alguma vez construído é um dispositivo gigantesco concebido num túnel circular de 27 quilómetros, colocado a 100 metros de profundidade na fronteira franco-suíça. “As propriedades magnéticas da máquina são boas, a abertura está livre, não há nada pegado à conduta do feixe, em qualquer local, por isso é um sinal muito encorajador e um avanço notável”, disse Mike Lammont, o responsável pela operação. A equipa de cientistas espera que a máquina ajude a desvendar as origens do universo através da colisão de partículas que só atingirão os níveis pretendidos em Janeiro. Os investigadores esperam compreender os fundamentos da matéria ao nível dos átomos e das partículas sucessivamente mais pequenas que os compõem, e das forças que regem as suas interacções. O projecto custou quase 4 mil milhões de euros e demorou 12 anos para ser construído.