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Festival de cinema Salónica premeia filme israelita

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Festival de cinema Salónica premeia filme israelita

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O festival de cinema de Salónica encerrou ontem marcado pela polémica. Mais de 140 profissionais gregos boicotaram o evento, que comemora meio século, em protesto contra o corte das ajudas do governo ao sector.

Foi, assim, uma edição desprovida da maioria da produção nacional, que atribuiu o prémio “Alexandre de ouro” a um filme sobre as divisões comunitárias inflamadas pelo conflito israelo-palestiniano. “Ajami”, aborda a relação conflituosa entre as comunidades judaica, cristã e muçulmana no bairro do mesmo nome, na cidade israelita de Jaffa. Um retrato cru da coabitação entre as diferentes religiões, naquele que é o segundo filme da dupla Scandar Copti e Yaron Shami, israelitas de origem palestiniana. O segundo prémio, o “Alexandre de prata” foi para o filme “medalha de honra”, do jovem realizador romeno Peter Calin Netzer. Um conto moral sobre a memória, em tom de comédia de equívocos. Um reformado recebe, por engano, uma medalha por actos heróicos durante a segunda guerra mundial. Mas a inesperada condecoração vai tornar-se numa oportunidade para o idoso obter a admiração da família e dos vizinhos, antes do ministério da Defesa detectar o erro, desmascarando o anti-héroi. O cinema romeno volta assim a atrair a atenção do júri de um festival internacional, depois da película “Nove meses, três semanas e dois dias” ter vencido a palma de ouro em Cannes há dois anos.