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Inquérito sobre a intervenção militar britânica no Iraque começou em Londres

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Inquérito sobre a intervenção militar britânica no Iraque começou em Londres

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Começaram as audições públicas sobre a controversa participação do Reino Unido na guerra do Iraque.

Ao longo de vários meses a comissão de inquérito vai ouvir testemunhos de antigos altos responsáveis militares, diplomatas e ex-funcionários governamentais. No arranque dos trabalhos, Sir John Chilcot, o líder do grupo independente, avisou que ninguém será poupado. “Nós não somos um tribunal, nem procuramos um culpado específico, os nossos processos reflectem isso. Ninguém está aqui a ser julgado, não podemos determinar culpa ou inocência, só os tribunais podem fazê-lo. Mas comprometo-me a que, assim que tivermos um relatório final, não fugiremos a fazer críticas, seja a instituições, a processos, ou a indivíduos”, disse. Alguns antigos elementos dos serviços secretos britânicos foram os primeiros a comparecer e testemunhar perante os cinco membros da comissão. Os representantes de associações contra a guerra defendem que o caso devia estar nos tribunais. “O que eles fizeram no Iraque, estão agora a implementar no Afeganistão. Por isso o âmbito do inquérito devia ir além disso, devia identificar as pessoas que mentiram ao povo britânico, que mentiram ao mundo, e levá-las a julgamento, porque foi derramado muito sangue, britânico, americano e especialmente iraquiano, por causa dessas mentiras, declarou Sabah Jawad, do movimento dos Iraquianos Democratas contra a Ocupação.