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Marwan Barghouti: perfil de um líder palestiniano

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Marwan Barghouti: perfil de um líder palestiniano

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São onze mil os palestinianos detidos por Israel, mas este homem, Marwan Barghouti, é sem dúvida um dos mais importantes.

Detido e julgado em 2002, Barghouti é um dos líderes palestinianos mais carismáticos. Foi condenado a cinco penas de prisão perpétua por atentados contra o Estado hebraico, actos que o condenado sempre negou. O governo israelita acusa-o de ser o fundador das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, responsáveis pelas ondas de atentados suicidas contra Israel, mas Barghouti sempre negou as acusações, apesar de ter demonstrado apoio a algumas das acções das brigadas. Em Abril de 2001, Marwan Barghouti, chefe da Fatah na Cisjordânia, liderou a segunda intifada que começou um ano antes. Neste dia de Maio de 2001, em Ramalá, o líder denunciou os ataques musculados de Israel: “É a primeira vez que são utilizados aviões de combate israelitas. F-16, o que representa uma muito perigosa escalada da situação. isto vai levar a mais reacções dos palestinianos.” Nascido em 1959, Marwan Barghouti já tinha dado provas na primeira intifada e não é estranho às prisões israelitas. A sua popularidade advém da sua proximidade ao povo palestiniano. Presente em todas as manifestações para denunciar a ocupação israelita, seduziu pelo seu discurso político: “Eles, israelitas, querem manter os colonatos, a ocupação em Jerusalém e o direito de retorno.” Em Agosto de 2008, em Belém, no congresso da Fatah, Barghouti voltou a ser eleito chefe da Fatah, graças ao ideal político que ainda hoje defende. Defensor de uma reconciliação da Fatah com o Hamas, a sua popularidade é superior à de Ismail Haniyeh. Será por isso Barghouti um potencial sucessor de Mahmoud Abbas, agora que o actual presidente palestiniano anunciou não ser candidato à recondução?