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Tony Blair é a testemunha mais aguardada

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Tony Blair é a testemunha mais aguardada

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Em Março de 2003, as tropas britânicas juntavam-se às forças americanas na invasão do Iraque, apesar de um forte oposição interna.

O então primeiro-ministro Tony Blair convenceu o parlamento britânico que a intervenção militar era inevitável garantindo que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça. Uma informação que viria a revelar-se falsa. “Os serviços secretos concluem que o Iraque tem armas químicas e biológicas, que Saddam continuou a produzi-las, que tem planos activos para o uso de armas químicas e biológicas que podem ser activadas em 45 minutos, inclusivamente ser usadas contra a sua população”, disse na ocasião o governante. Blair foi o maior apoiante dos planos da administração Bush para a invasão do Iraque e esteve ao lado de Washington apesar das Nações Unidas não aprovarem a ofensiva. A decisão de entrar no conflito encontrou muitas resistências por parte da opinião pública, mas também por parte dos próprios apoiantes trabalhistas e levou até a demissões no executivo. Muitos familiares de soldados mortos no conflito e membros da oposição pediam há muito que fosse aberto um inquérito às motivações da guerra. Os críticos acusam o Governo de ter distorcido as informações dos serviços secretos para justificar o envio de tropas. Após vários relatórios que ilibaram os ministros de então de qualquer responsabilidade, em Abril deste ano, as operações de combate terminaram oficialmente. A presença militar em solo iraquiano teve um saldo de 179 baixas entre um contingente de 45.000 militares britânicos que passou pelo território. Embora não se saiba se Gordon Brown será chamado a depor enquanto membro do anterior Governo, as diligências da comissão de inquérito poderão prejudicar a já desgastada imagem do actual primeiro-ministro. As conclusões da comissão de inquérito só serão publicadas no final de 2010, depois das eleições legislativas.