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Europa contra a violência doméstica

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Europa contra a violência doméstica

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Maus tratos físicos e psicológicos, casamentos forçados, tráfico de seres humanos e mutilação genital vitimam milhares de pessoas todos os dias, na esmagadora maioria, mulheres.

No Reino Unido, o governo iniciou uma campanha nas escolas, no Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres e quer sensibilizar os mais jovens. Como explica o ministro do Interior, muitas vezes são as pessoas violentadas que têm de abandonar a casa e o governo quer mudar isso. “Queremos mudar atitudes também, em relação às mulheres e adolescentes”, anunciou Alan Johnson. À semelhança do que já acontece em Espanha e nas cidades portuguesas de Coimbra e Porto, o governo francês quer implementar um sistema de pulseiras electrónicas para controlar os cônjuges violentos. Paris quer ainda criar um delito por “violência psicológica no seio do casal”. Nadine Morano, a ministra francesa da Família diz que a violência contra as mulheres custa mil milhões de euros por ano, com os centros de acolhimento, o apoio social e médico. Ao tomar medidas de prevenção, o governo espera cortar nas despesas e nos recursos humanos. Espanha é um dos países com maior taxa de violência doméstica na Europa. Quando assumir a presidência rotativa dos 27 em Janeiro, Madrid quer unificar as políticas e vai propor a criação de um observatório para a violência de genéro. Em Portugal, os números não são animadores. Em 2009 registaram-se mais 9% de crimes de violência doméstica do que no ano passado.