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Ives Leterme: à segunda será de vez?

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Ives Leterme: à segunda será de vez?

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Ives Leterme tem agora uma segunda oportunidade à frente dos destinos da Bélgica.

Em 2007, venceu as eleições gerais, mas foram necessários nove meses até conseguir formar um governo de coligação. Em Julho de 2008, Leterme pediu a demissão por não ter conseguido resolver as questões políticas entre flamengos e francófonos, o que lançou especulações sobre o fim do Reino da Bélgica. O rei não aceitou a demissão. Alguns meses mais tarde, foi obrigado a renunciar ao cargo, na sequência do escândalo Fortis. Leterme era suspeito de ter influenciado uma decisão judicial sobre a venda do grupo bancário, mas acabou por ser ilibado. O político de mãe flamenga e pai valão teve um mandato marcado por “gaffes” e polémicas. Quando lhe foi pedido para cantar o hino nacional, no dia da Bélgica, trauteou a Marselhesa. A Bélgica alcançou alguma estabilidade política ao longo do último ano com Herman Von Rompuy, o que pode facilitar o trabalho do democrata-cristão Leterme. Os belgas esperam agora que à segunda, seja de vez.