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Torturador dos Khmers Vermelhos diz estar arrependido

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Torturador dos Khmers Vermelhos diz estar arrependido

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O torcionário dos Khmers Vermelhos do Camboja, conhecido como Douch quer evitar a prisão perpétua. Num tribunal internacional, onde está a ser julgado por crimes de guerra e contra a humanidade, disse estar profundamente arrependido e pediu desculpas às vítimas.

O procurador afirma que ficou provada a culpabilidade do responsável da prisão S-21, onde 15 mil pessoas foram torturadas e assassinadas. O réu tem cooperado com o tribunal e a acusação pediu 40 anos de prsião para Douch. Uma pena leve para as vítimas do regime dos Khmers vermelhos. Um sobrevivente afirma que 40 anos “não é uma pena justa” e pede para que seja “condenado para a vida”. Douch, de 67 anos, cujo verdadeiro nome é Kaing Guek Eav, afirmou ainda que não tinha outra opção senão obedecer às ordens do sanguinário regime. “Não posso aceitar estas desculpas. Ele fez muito mal”, diz um cambojiano. Quase dois milhões de pessoas, cerca de um quarto da população do Camboja morreu vítima de tortura, doenças e à fome, durante o regime maoista do ditador Pol Pot, entre 1975 e 1979.