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EUA continuam sem ratificar tratado contra as minas antipessoais

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EUA continuam sem ratificar tratado contra as minas antipessoais

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É uma “vergonha” que os Estados Unidos se recusem a ratificar o Tratado de Otava, que proíbe as minas antipessoais. Esta é a reacção dos responsáveis da Campanha Internacional para a Interdição das Minas, uma federação de ONG já galardoada com o Nobel da Paz. Os Estados Unidos deixaram de produzir estas minas, mas não fecham a porta à sua utilização. “Não pudemos assinar a Convenção de Otava, quando foi inicialmente assinada pelos outros países, em 1997, porque há circunstâncias determinadas, específicas e válidas nas quais as minas antipessoais podem ser uma arma legítima”, admite Thomas Countryman, do Departamento americano dos Assuntos Politico-militares.

O assunto volta à ordem do dia, nas vésperas da Conferência de revisão do tratado, que começa este domingo, na Colômbia. Mas os Estados Unidos não são o único detentor de minas antipessoais, como recorda Stephen Goose, da Divisão de Armas da Human Rights Watch: “Só a China possui, estima-se, mais de 100 milhões de minas antipessoais. A Rússia tem cerca de 20 milhões. Os Estados Unidos, 10 milhões. O Paquistão, entre quatro e cinco milhões. A Índia, cerca de quatro milhões. Estes cinco países possuem a maioria das minas existentes.” Países que não assinaram o tratado. E que, tal como o Estados Unidos, estarão presentes na conferência enquanto observadores. Os Estados Unidos argumentam que são o primeiro doador para acções humanitárias de destruição de minas antipessoais. Estes engenhos fizeram mais de cinco mil mortos no ano passado, um terço dos quais, crianças. O Afeganistão e a Colômbia são os países mais atingidos pelo flagelo.