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Índia marca primeiro aniversário dos ataques em Bombaim

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Índia marca primeiro aniversário dos ataques em Bombaim

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Bombaim assinala hoje o primeiro aniversário dos ataques coordenados que fizeram 166 mortos na capital financeira da Índia.

Uma centena de pessoas juntou-se já ontem no sul da cidade, onde se focalizaram os atentados, para pintar um mural em homenagem às vítimas. Uma estilista que participou no evento explicou que o objectivo foi “garantir que a data não é esquecida. Este mural com um quilómetro e meio servirá não só para que todos se lembrem, mas também para mostrar a unidade em Bombaim, para que ninguém se atreva a realizar um novo ataque terrorista”. No exterior do hotel Taj Mahal, um dos principais alvos dos ataques, vários habitantes participaram numa vigília que serviu também para exigir uma reforma profunda dos serviços de segurança. Há um ano, a polícia foi acusada de responder com lentidão e ineficácia aos ataques. Um ano depois da tragédia e apesar dos esforços do Governo, a cidade de 18 milhões de habitantes continua a exibir bastantes debilidades em termos de segurança. Na véspera do aniversário, um tribunal paquistanês acusou formalmente sete dos seus cidadãos de participarem nos preparativos dos ataques. A tragédia levou a Índia a interromper o processo de paz com o Paquistão, exigindo acção contra o Lashkar-e-Taiba, com base em solo paquistanês e responsabilizado pelos actos terroristas contra 10 locais de Bombaim. O único atacante que sobreviveu, julgado actualmente na Índia, confessou ter sido treinado pelo grupo extremista.