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Suspensão temporária da colonização desaponta palestinianos e colonos

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Suspensão temporária da colonização desaponta palestinianos e colonos

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A proposta do primeiro-ministro israelita de suspender a construção de colonatos na Cisjordânia durante dez meses não convence palestinianos nem colonos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou, esta quinta-feira, que “a bola está no campo palestiniano.” Mas os palestinianos querem o congelamento total e não temporário da colonização, incluindo em Jerusalém Leste, que ficou de fora na proposta de Benjamin Netanyahu. Os colonos também se mostraram desapontados, apesar do chefe de governo israelita ter assegurado que a suspensão não vai afectar as construções já iniciadas, nem as escolas e as sinagogas. “O problema principal não são os colonatos, mas o terrorismo porque os árabes nunca aceitaram a presença dos judeus aqui”, exprime um residente do colonato de Efrat, na Cisjordânia. Uma outra habitante lança: “Não percebo por que razão Netanyahu quer continuar esta política de dar terras aos palestinianos… O que ganham os judeus em troca?” Para os palestinianos, a proposta israelita não passa de fogo-de-vista. Na cidade de Hebron, na Cisjordânia, um residente diz que “se o congelamento da construção nos colonatos não for feito de raiz e se não for total, então são negociações perdidas”. Mesmo tom de outro palestiniano: “Querem enganar os árabes com sedativos. Dizem que estão a suspender a colonização, mas constroem em todo o lado e mudaram o rosto de Jerusalém.” Jerusalém Leste não será abrangida pela interrupção temporária das construções. Anexada por Israel em 1967, depois da Guerra dos Seis Dias, e de maioria árabe, é aqui que os palestinianos querem fixar a capital do futuro estado.