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Honduras elegem domingo novo presidente

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Honduras elegem domingo novo presidente

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As Honduras elegem domingo um novo presidente, cinco meses depois do golpe de Estado que depôs Manuel Zelaya. Mais de quatro milhões e meio de eleitores são chamados às urnas.

O país está dividido. Para uns, trata-se de uma solução à crise política, mas o escrutínio é contestado pelo campo de Zelaya. Por exemplo, um eleitor defende que os hondurenhos têm “o direito de se defender, reclamar e não aceitar um processo eleitoral quando não é legítimo.” Na corrida à presidência, Porfírio Lobo, do Partido Nacional, e Elvin Santos do Partido Liberal. O favorito nas sondagens é Lobo, cujo lema de campanha é a reconciliação nacional. O candidato de 62 anos é um dos produtores de milho e de feijão mais ricos das Honduras, um dos países mais pobres da América Central. O principal rival, Elvin Santos, 46 anos, é do mesmo partido de Zelaya e Roberto Micheletti, o seu substituto, nomeado pelo Congresso depois do golpe de Estado. Mas o eleitorado quer uma mudança no rumo político do país. Com cerca de sete milhões de habitantes, 70% vive na pobreza e há 40% de desempregados. Refugiado na Embaixada brasileira em Tucigalpa, a capital hondurenha, Zelaya diz que a eleição é ilegítima. O presidente foi deposto pelos militares a 28 de Junho. Nesse dia, estava marcado um referendo para reformar a constituição que proíbe a um chefe de Estado candidatar-se a um segundo mandato. O golpe de Estado foi condenado pela comunidade internacional.