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Jung não se demite apesar de polémica sobre ataque aéreo no Afeganistão

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Jung não se demite apesar de polémica sobre ataque aéreo no Afeganistão

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O ministro alemão do Trabalho está no centro de um forte embaraço para o Governo de Angela Merkel, em pleno debate parlamentar sobre o prolongamento da cada vez mais impopular missão germânica no Afeganistão.

A oposição exigiu investigações aprofundadas e a demissão imediata de Franz Josef Jung, depois do jornal Bild ter revelado que a hierarquia militar ocultou informações sobre o ataque aéreo que, em Setembro, fez perto de 150 mortos na região afegã de Kunduz, muitos dos quais civis. Apoiando-se num relatório militar e num vídeo da operação, o jornal afirma que o coronel alemão Georg Klein ordenou o ataque sem puder excluir claramente a presença de civis, contrariando as regras da NATO e do comando das forças internacionais no terreno. Jung, na época titular da Defesa, desculpou-se com o desconhecimento dos detalhes do relatório para não apresentar a demissão, apesar do distanciamento de que foi alvo por parte do resto do executivo. A revelação do jornal Bild custou esta quinta-feira os cargos ao chefe do Estado-Maior do Exército Wolfgang Schneiderhan e a um secretário de Estado da Defesa.