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Referendos polémicos na Suiça

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Referendos polémicos na Suiça

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Dois referendos reúnem as atenções dos suíços. Um deles, aborda a proibição da construção de mesquitas com minaretes, no país; o segundo, o comércio de armas.

A pergunta religiosa coloca pela primeira vez um país europeu a votar directamente a questão da visibilidade do Islão. O islamismo é a segunda religião do país. Mais de 310 mil muçulmanos vivem na Suíça e calcula-se que hajam 200 mesquitas. Destas, apenas quatro têm minaretes. Foram planeados mais dois. A campanha anti-minarete colocou vários cartazes, na rua em que estes aparecem como mísseis apontados aos Suíços. Por outro lado, os helvéticos votam ainda a proibição da exportação de armas, uma possibilidade que opõe considerações éticas e interesses económicos. Em termos financeiros, Berna ficaria a perder com esta proibição cerca de 477 milhões de euros, segundo resultados de 2008. O governo federal e os partidos conservadores defendem o negócio pelo impacto na inovação industrial sobre as finanças da suíça e sobre o emprego. “De um dia para o outro, a nossa estabilidade competitiva internacional e a indústria militar não vai ter mais acesso ao mercado mundial”, diz um representante do SVP Hansjorg Walter. Por outro lado, a impotência para controlar o negócio é alarmante para quem defende a proibição. “Cada arma que exportamos sai do nosso controlo e não sabemos a que mãos vai parar, por isso não podemos garantir que pessoas inocentes não vão morrer. Queremos evitar isso.” Face à perda de empregos, esta pode ser compensada com o investimento em áreas como as energias renováveis. O governo suíço é contra a proibição do negócio de material bélico.