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Cimeira Ibero-americana no Estoril

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Cimeira Ibero-americana no Estoril

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As Honduras foram hoje tema de debate na Cimeira Ibero-Americana, numa altura em que, em Tegucigalpa, a Comissão Eleitoral apura ainda os votos das eleições presidenciais de domingo.

A ministra hondurenha dos Negócios Estrangeiros, Patricia Rodas, nomeada pelo presidente caído, Manuel Zelaya, tentou sensibilizar os participantes divididos nesta XIX Cimeira em relação às Honduras. As divergências sobre a legitimidade da eleição do sucessor de Zelaya surgiram ontem. O Brasil e a Argentina figuram entre a maioria que não reconhece o escrutínio, enquanto o Panamá, a Costa Rica e o Perú anunciam a intenção de o reconhecer. Espanha afirmou não reconhecer estas eleições, sem, no entanto, poder ignorá-las. Madrid deseja ajudar a alcançar um amplo acordo nacional nas Honduras, precedido de consenso geral na América Latina e na Europa. Espanha detem a presidência semestral da UE em Janeiro. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Moratinos, defende o ponto de vista europeu: “Temos contactado os mecanismos de coordenação europeia e a presidência sueca está em contacto com as diferentes capitais e vai ser apresentada uma única posição da União Europeia. E essa posição, espero que siga a linha do bom senso de “não reconhecer, mas também não ignorar as eleições”. “No Estoril, os países iberoamericanos também tentam chegar a um consenso. Se o conseguisse, era a primeira vez que chegariam a uma posição de unidade em quase duas décadas da história desta cimeira. Maria Piñero para euronews.”