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Clima domina encontro China-UE

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Clima domina encontro China-UE

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A questão climática dominou a mini-cimeira China-União Europeia que se realizou em Nanquim, no leste do país. A uma semana da conferência de Copenhaga sobre o clima, as autoridades de Pequim foram pressionadas. O primeiro-ministro, Wen Jiabao, explicou que os esforços do país neste campo não poderão pôr em causa o seu desenvolvimento. O dirigente chinês recordou que o planeta chegou ao estado actual devido à poluição dos países desenvolvidos ao longo de décadas. No fundo a questão é saber quem vai pagar a conta. E esta é razão pela qual não vai ser possível encontrar em Copenhaga um substituto ao Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

O executivo dinamarquês desdobra-se entretanto em contactos para conseguir um acordo na próxima semana. Um dos vários documentos de trabalho que chegou à praça pública refere uma redução de cinquenta por cento das emissões de gases com efeito de estufa, relativamente a 1990, dentro de quatro décadas. 80 por cento da factura seria paga pelos países ricos. Mas as nações mais pobres contestam os projecto porque não estão fixados objectivos intermédios. Tal como nas ruas de Copenhaga, os políticos ainda vão ter muito que pedalar para que se faça luz sobre um acordo.