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Lisboa: O berço de um tratado difícil

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Lisboa: O berço de um tratado difícil

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Dois anos depois regressamos ao cláustro do Mosteiro dos Jerónimos onde, a 13 de Dezembro de 2007, foi assinado o Tratado de Lisboa. O documento entra em vigor esta terça-feira, 1 de Dezembro, e a capital portuguesa ficará ligada ao difícil processo de construção europeia.

No total foram precisos nove anos de debates, avanços, recuos, referendos falhados e uma longa ratificação de um texto que deve simplificar e melhorar o funcionamento da União. Apesar do tratado ter sido assinado, os dois últimos anos foram de grande incerteza quanto à sua aplicação. No momento em que entra em vigor fomos ouvir o primeiro-ministro português, José Sócrates: “Nunca duvidei que o Tratado de Lisboa entraria em vigor. Demorou, é certo, como sempre demoram os tratados que têm de ser assinados por 27 países. Tivemos percalços, dificuldades mas, é verdade que sempre tivemos determinação política para os ultrapassar. É muito importante que o mundo perceba que tudo isto foi feito com a concertação entre todos. Foi um Tratado muito difícil mas chegámos ao fim e isso representa, sem dúvida, uma vitória política indiscutível para a Europa. Experimentaria a maior frustração se essa assinatura, afinal de contas, não se concretizasse” Mas dois anos depois, como é que os portugueses vêem este acontecimento e a qual a importância para Portugal? Ouvimos alguns lisboetas: Uma lisboeta afirma: “Eu acho que é importante para o país, acho que nos valoriza. Não sei agora, quais os resultados que daí possam adevir, nunca sabemos se são bons ou se são maus”. Outro defende: “A importância da assinatura em Lisboa é relativa. O Tratado apenas fica associado ao país onde é assinado. O conteúdo do Tratado é que é mais importante. O país, em si, penso que é secundário”. A entrada em vigor do Tratado acaba por mostrar uma determinação política, mas a Europa vai necessitar também da participação activa dos seus 500 milhões de cidadãos.