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Muçulmanos

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A decisão dos suíços levanta muitas interrogações entre os fiéis muçulmanos na Europa. Em França, onde cerca de cinco milhões de pessoas professam a religião do profeta, o reitor da mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, mostra-se surpreendido:

“- Eu não percebo como é que um minarete pode ser identificado como um símbolo de outra coisa qualquer, exceptuando o de ser um local onde as pessoas vão rezar. Isto não tem a ver com a arquitectura. O que é necessário ter em atenção é quem vai gerir as mesquitas, quem são as pessoas que aí se deslocam, o que é dito dentro das mesquitas e qual é o imã. O grande problema é o da formação dos imãs porque se tivermos imãs que respeitem o verdadeiro espírito do Islão e que saibam qual é o seu papel definido dentro da lei do país, não hã problema.” Mas em França a questão acaba também por ser política. Na cidade de Estrasburgo, quando se iniciou a construção da mesquita, o anterior presidente da câmara, de centro-direita, opôs-se à edificação de um minarete. Mas o actual edil socialista mostra-se mais aberto relativamente a esta questão.