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Países europeus criticam proibição de minaretes na Suíça

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Países europeus criticam proibição de minaretes na Suíça

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A vitória do Sim no referendo sobre a proibição de construir minaretes na Suíça atraiu críticas por toda a Europa.

Vários países europeus denunciam uma estigmatização do Islão e a assembleia parlamentar do Conselho da Europa diz que pode “encorajar os sentimentos de exclusão”. A Comissão Europeia preferiu evitar a polémica, sublinhando apenas que pretende respeitar a decisão soberana de um país terceiro. A ministra do Interior da Suécia – país que assegura a presidência rotativa dos Vinte e Sete – afirma que “acredita na liberdade e que não é possível construir uma boa Europa sem o direito de expressão, sem a liberdade religiosa. E é aí que reside o problema”. A iniciativa da direita nacionalista suíça foi aplaudida, como seria de esperar, pelo também polémico deputado da extrema-direita holandesa. Geert Wilders disse esperar que “outros países sigam o exemplo” e garantiu que vai apresentar uma proposta semelhante no Parlamento para tentar “proibir mais minaretes na Holanda”. A responsável das Nações Unidas para a Liberdade de Religião denunciou uma “discriminação evidente” contra a comunidade de cerca de 400 mil muçulmanos que residem na Suíça.