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Cimeira Ibero-Americana: declaração final sobre as Honduras contorna falta de consenso

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Cimeira Ibero-Americana: declaração final sobre as Honduras contorna falta de consenso

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Demasiadas divergências para obter uma declaração comum sobre as Honduras. Os vinte e dois países reunidos na cimeira Ibero-Americana, no Estoril, não conseguiram chegar a acordo para a conclusão do encontro.

Vários países alinharam com a posição norte-americana, reconhecendo as presidenciais nas Honduras, mas outro grupo de nações, encabeçadas pelo Brasil, mantêm-se intransigente a respeito do golpe de Estado e rejeita o escrutínio de domingo. A declaração da presidência portuguesa da conferência foi a solução encontrada para o tema que acabou por assumir um papel central na cimeira. Os líderes reunidos em Portugal condenaram o golpe de Estado e exigiram a restituição de presidente deposto Manuel Zelaya, apelando ainda a um diálogo nacional nas Honduras. José Sócrates: “Depois das negociações de última hora, bastante intensas, entre todos chegámos a um consenso, presumo.” Maria Piñeiro, jornalista da euronews: “Sem consenso sobre as Honduras, nem sobre o Clima – um dos assuntos que deveria ter centrado as conversações dos países ibero-americanos nesta cimeira do Estoril -, quando faltam poucos dias para que comece em Copenhaga a conferência da ONU sobre as alterações climáticas.” Temendo a falta de resoluções concretas, vários activistas da Greenpeace escalaram durante a manhã de segunda-feira a Torre de Belém para chamar a atenção dos líderes ibero-americanos. O protesto foi terminado poucas horas depois pela polícia, que deteve os nove militantes da organização ecologista.