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Zelaya não aceita escrutínio que divide comunidade internacional

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Zelaya não aceita escrutínio que divide comunidade internacional

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O campo do presidente deposto das Honduras não se rende ao resultado do escrutínio que está a dividir a comunidade internacional.

Centenas de apoiantes de Manuel Zelaya manifestaram-se ruidosamente em Tegucigalpa, denunciando uma “manipulação” do voto presidencial, que consideram uma fachada. Segundo a comissão eleitoral, o candidato da oposição Porfirio Lobo venceu o escrutínio, oficialmente com uma taxa de participação da ordem dos 60 por cento. Lobo propôs a criação de um “governo de unidade”, mas a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado recusa o diálogo. Lobo pretende agora legitimar a vitória fora das fronteiras e sublinhou que o México, a Colômbia e mesmo a Alemanha e o Japão poderão reconhecer o escrutínio. Os Estados Unidos disseram que a eleição foi “um passo importante (…) mas não suficiente”. Espanha, Venezuela, Brasil e Argentina rejeitaram o voto. Na cimeira Ibero-Americana, em Portugal, a ministra dos Negócios Estrangeiros das Honduras sublinhou que “a maioria dos países da comunidade internacional condena com firmeza, bravura e heroísmo um processo falso que tem como único objectivo validar o golpe de Estado e que não foi legitimado pelo povo”. Refugiado desde Setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, Zelaya já fez saber não aceitará a restituição do cargo até à tomada de posse de Lobo – em debate amanhã no Congresso – porque não pretende “legitimar a fraude eleitoral”.