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Turquia exorta Suíça a "reparar o erro" da proibição de novos minaretes

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Turquia exorta Suíça a "reparar o erro" da proibição de novos minaretes

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Decisão “vergonhosa” e “erro” é como a Turquia classifica o referendo sobre a interdição de novos minaretes na Suíça. Ancara exorta o governo helvético a “fazer marcha-atrás” o mais rapidamente possível e a “reparar o erro”.

Recep Tayyip Erdogan expressou, perante o parlamento, o receio de que a islamofobia se esteja a espalhar pela Europa.“O referendo torna o racismo e o nacionalismo radical visíveis na Europa. Devia haver um limite aos referendos. Temas como os direitos e as liberdades básicas não se podem referendar, contrariamente ao que foi feito na Suíça,” disse. A Suíça conta 400 mil muçulmanos, 100 mil dos quais de origem turca. O proprio poder político, moderado, está inquieto. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Micheline Calmy-Rey, receia pela segurança do país, agora que a “coexistência das culturas e das religiões” foi posta em causa. O presidente, Hans-Rudolf Merz, que tinha apelado à não interdição dos minaretes, espera que as reacções se acalmem mas não exclui a possibilidade de o país vir a sofrer retaliações económicas. Desde o referendo de domingo, as críticas não param. Um pouco por todo o mundo, os opositores à proibição dos minaretes acusam a Suíça de violar a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e falam mesmo em recorrer ao Tribunal Europeu da tutela.