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Dimensão da India contrasta com contributo ambiental

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Dimensão da India contrasta com contributo ambiental

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A Índia oficializou, esta quinta-feira, um objectivo de redução da intensidade carbónica de 20 a 25 por cento até 2020, com respeito aos níveis de 2005.

No entanto, o ministro indiano do Ambiente, deixou claro que, em Copenhaga, Nova Deli não vai aceitar um pacto global sobre as emissões poluentes com obrigações legais e que a iniciativa é puramente voluntária. Os auspícios para a cimeira do Clima patrocinada pelas Nações Unidas são cada vez mais pessimistas, o que leva à multiplicação dos apelos ao consenso. Em entrevista à Euronews, o Alto Comissário da ONU para os Refugiados diz que “é muito importante cortar as emissões [poluentes], mas não é suficiente. O aquecimento global tem hoje um impacto, sentido sobretudo nos países mais vulneráveis, e é um acelerador global de factores que forçam os deslocamentos. Um dos mais dramáticos é o facto de que alguns Estados insulares poderem desaparecer”. Uma das reservas ecológicas mais frágeis do Mundo, património da humanidade e casa para quatro milhões de pessoas, sente há décadas os efeitos do aquecimento global. A subida das águas no mangueiral das Sunderbans, no delta dos rios Ganges, Brahmaputra e Meghna, na baía de Bengala – fronteira natural entre a Índia e o Bangladesh – já fez desaparecer duas ilhas, desalojando seis mil famílias.