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Afeganistão: resposta prudente dos países da NATO face ao pedido de Obama

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Afeganistão: resposta prudente dos países da NATO face ao pedido de Obama

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Bruxelas é o palco da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO. Mais de vinte países responderam sim ao pedido de Barack Obama para reforçar o número de tropas estrangeiras no Afeganistão.

O presidente americano anunciou o envio de mais 30 mil soldados e espera que os aliados contribuam com, pelo menos, sete mil. A Itália deu, quinta-feira, luz verde para o envio de mil homens. Mas o secretário-geral da NATO afirmou que espera avançar com cinco mil soldados, um número abaixo do esperado por Obama. A França e a Alemanha remetem a sua decisão para depois da conferência de Janeiro sobre o Afeganistão, em Londres. Portugal já anunciou o envio de 150 soldados suplementares. Mas a estratégia militar tem de ser acompanhada por esforços paralelos do governo afegão, adverte o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Store. “Estamos a ser muito claros na mensagem ao executivo de Karzai, que precisa de melhorar a governação, lutar contra a corrupção, contra o tráfico de droga e ter um governo transparente. Mas também acredito que os afegãos podem ter melhores expectativas sobre a nossa capacidade de coordenação e de coerência para falar a uma só voz”, afirmou Jonas Gahr Store. Mas o tom não é uníssono. Holanda e Canadá pensam retirar-se em 2010 e 2011. A Rússia não vai enviar mais tropas, mas compromete-se a enviar material e a treinar militares afegãos.