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Copenhaga de olhos na saúde do Mundo

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Copenhaga de olhos na saúde do Mundo

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Copenhaga, capital da Dinamarca, vai concentrar as atenções do mundo a partir de segunda-feira devido à Cimeira Mundial sobre o Clima, onde as principais decisões dos líderes políticos vão ser tomadas, em especial as que dizem respeito ao continente africano – o que polui menos e que mais sofre as consequências.

Como exemplo, as perpétuas neves do Kilimanjaro, que em swaili significa a montanha que brilha, começaram a derreter. Se o fenómeno não for travado, dentro de 20 anos o vulcão mudará de cor. Mas não só o tecto do continente africano está ameaçado. Também as vastas planícies africanas estão cada vez mais secas. Wangari Maathai, prémio Nobel, não se cansa de denunciar o pior: “Esta cimeira pode ser uma ocasião para o Quénia e o resto do continente africano descobrirem o que significa a alteração climática e como vão ser afectados de forma muito séria. Isto porque não estão preparados, de forma alguma, para o que vai acontecer.” Milhões de pessoas em África já sentem as consequências de seca extrema. E a fome é apenas uma das faces desse fenómeno. De acordo com os cientistas, os países pobres sofrem até 90 por cento das consequências da alteração climática, provocada, em parte, pelas emissões de gases com efeito de estufa de apenas um por cento da população mundial.