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Desemprego embaraça Obama

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Desemprego embaraça Obama

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As empresas norte-americanas continuam a cortar nos postos de trabalho.

Indiferentes aos sinais que indiciam a retoma, as empresas procederam à maior redução de empregos, desde a II Guerra Mundial. Esta é a conclusão de uma análise de 86 economistas, divulgada esta sexta-feira, ainda antes de serem conhecidos os números oficiais do desemprego. Desde Julho a Outubro, o desemprego cresceu constantemente. No início do Verão, a taxa era de 9.4 por cento. Em Outubro, tinha atingido já os 10.2 por cento Apesar de Novembro ter sido melhor, é uma realidade que embaraça o presidente Barack Obama. Perante uma plateia de mais de 2000 quadros empresariais, o presidente apelou ao sector privado, porque os fundos públicos são finitos: “Como eu acredito que o governo tem um papel fundamental na criação de condições para o crescimento económico, espero que a verdadeira recuperação económica se note no sector privado. Nós não temos fundos públicos suficientes para tapar o buraco que foi criado em consequência da crise.” Em Novembro, mais 11 mil americanos ficaram sem trabalho, o que, em termos líquidos, resulta numa baixa de duas décimas, na taxa de de desemprego. Para esta redução do emprego tem contribuido fortemente a industria automóvel. O volume de salários nos Estados Unidos baixou para um nível idêntico ao registado em Março de 2008.