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Cenas de um realizador em prisão domiciliária

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Cenas de um realizador em prisão domiciliária

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Cerca de 200 jornalistas aguardavam a chegada de Roman Polanski à sua residência de Gstaad, nos Alpes suíços.

Em vez do “glamour” dos festivais, o realizador saiu mudo da cadeia e entrou calado no chalé de luxo, onde vai ficar em prisão domiciliária. A casa está vigiada por um dispositivo de câmaras de segurança e Polanski passará o Natal com pulseira electrónica. Mas pode receber visitas e ficar na companhia da mulher, dos filhos e até dos jornalistas. Como uma jornalista local, que confessa que “ainda não se chegou ao fim da história, e no que toca à história dos media, há muito exagero.” Mas é a padeira da estância de inverno que dá a lição: “Deviam deixar o realizador em paz, até por uma questão respeito pela família.” Também os turistas têm a sua opinião: “Faz parte do passado. Se a vítima (ou chamada ‘vítima’) já disse que está tudo bem, então para quê andar em tribunais e extraditar Polanski para a América? É um assunto pessoal e ela agora é uma mulher, não uma criança.” A justiça norte-americana quer julgar Polanski pelo caso de abusos sexuais de uma menor de 13 anos em 1977. O realizador foi detido há cerca de dois meses na Suíça. Aos 76 anos, conseguiu ser transferido para prisão domiciliária mediante o pagamento de uma caução de três milhões de euros e vai ter de aguardar na casa de Gstaad a decisão da justiça suíça sobre a sua extradição para os Estados Unidos.