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Roménia: vitória minima para Basescu " o lutador"


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Roménia: vitória minima para Basescu " o lutador"

Uma vitória à justa para um homem habituado a paralisar a luta à volta do seu nome. Não é por acaso que Traian Basescu se descreve como um “lutador”. Mais à vontade com o cidadão comum do que com os homólogos romenos, este homem nunca perde a oportunidade de provocar a classe política que o acusa de não ouvir os outros.

Aos 58 anos, este antigo comunista coloca-se como um defensor das reformas que ele quer impor contra tudo e contra todos. Basescu chega à política após a revolução de 1989, juntamente com Ion Iliescu e Petre Roman. Torna-se ministro dos Transportes, no ano seguinte, e começa a desenhar a candidatura às presidenciais de 1996. Durante 4 anos dirigiu os destinos da Câmara de Bucareste. Em 2004 formou uma coligação entre liberais e democratas que saiu vitoriosa nas eleições presidenciais. O programa eleitoral forte incluía a denúncia dos privilégios dos políticos, abriu arquivos comunistas, e acelerou as normas legais do país e da economia europeia. A Roménia aderiu à União Europeia a 1 de Janeiro de 2007, um dos seus objectivos. E durante um tempo Basescu alimentou a onda de optimismo que a sociedade precisava. Mas o consenso político que havia à sua volta é destruído três meses mais tarde. O país mergulhou numa grave crise política. A 19 de Abril de 2007, a oposição inicia um processo de destituição. O presidente Basescu foi suspenso das suas funções e um mês depois realiza-se um referendo para decidir a sua sorte. Apesar de tudo, as urnas viram as costas aos adversários. Basescu volta a reunir a preferência dos eleitores e começa a reforma, enquanto a oposição, detentora da maioria parlamentar depois da ruptura da coligação governamental, perde grande parte da sua credibilidade. Mas nada estava garantido. Em 2009, surgiu uma nova crise. A coligação Liberal-Socio-democrática, no poder, enfraqueceu e o governo entrou em colapso depois de um voto de confiança do parlamento. O FMI suspendeu o empréstimo de mil e quinhentos milhões de euros que servia para pagar salários e pensões. Mão pesada do FMI para a Roménia. Nos primeiros nove meses do ano, o país registou uma recessão de 7,4%. Ao mesmo tempo, o desemprego agravou-se, é agora de 7,1%, uma situação que obriga os romenos a emigrarem cada vez mais.

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