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Um sala de projecção gigante na Jema el-Fna

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Um sala de projecção gigante na Jema el-Fna

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Por estes dias, a praça de Jemaa El Fna transforma-se numa sala de projecção gigante ao ar livre, assim que o sol se põe.

O festival de cinema de Marraquexe tem este ano um dos mais audazes programas desde a sua criação em 2001, com filmes como Gandhi, de Ben Kingsley, Catch me if you can de Christopher Warren ou ainda Ali Zaoua – o príncipe da Rua, do marroquino Saíd Taghmaoui. “Esta é a nossa verdadeira linha editorial… desde sempre! O público de Marraquexe, a população deve ser associada a este festival. De facto, ela pertence a Marraquexe E quanto mais pessoas associarmos, mais caminhamos até ela. O festival beneficia com isso”, refere o vice-director do festiva, Faiçal Laraichi. No dia mundial do Ambiente, o festival colocou em projecção “Home” do fotógrafo cineasta Yann Arthus-Bertrand. O francês foi mesmo galardoado com uma estrela de ouro pela militância a favor do planeta. “Sabe, quando se faz um filme como este, ficamos um pouco “stressados”. Não estamos sempre com prazer… no entanto, quando o filme é exibido perante milhares de pessoas a felicidade é quase uma realidade. Por isso, aproveito e fico de facto contente. E mais do que isso, o prémio é observar todos que estão aqui para ver o filme. E muita gente já o viu na televisão marroquina, onde passou três vezes”, diz o cineasta. Difundido em mais de 50 países, Home foi co-produzido por Luc Besson. Uma ode aérea sobre as profundas modificações da actividade humana no planeta. Yann Arthus-Bertrand vai estar na cimeira do clima em Copenhaga. “Vou de facto a Copenhaga e se me perguntar se acredito na cimeira…eu respondo: já temos cinismo e cepticismo suficientes. Todos têm que acreditar – os cidadãos, os jornalistas, os políticos ou mesmo os cientistas. É preciso ter fé em Copenhaga e esperança de que conseguimos mudar o mundo. Mas o que é formidável, é que vamos colocar um holofote sobre todos os problemas do mundo e ver se conseguimos resolvê-los, pelo menos o das alterações climáticas. Não nos devemos esquecer que dois mil milhões de pessoas trabalham a terra manualmente para alimentar os filhos – e este é um número muito pouco conhecido”, concluiu. O festival prolonga-se até ao dia 12.