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Kusturica: "existe menos espaço para filmes específicos"


Cultura

Kusturica: "existe menos espaço para filmes específicos"

O já consagrado cineasta sérvio Emir Kusturica é um dos convidados do Festival de Cinema de Marraquexe.

Kusturica não só é realizador como também interpreta e compõe música.

Para o autor de oito longas-metragens, galardoado com duas palmas de ouro e um leão de ouro, festivais como o de Marraquexe são o local ideal para os novos talentos.

“Sabe, na posição bastante difícil em que os jovens realizadores se encontram, festivais como este são o local ideal para sentirem a atmosfera própria do cinema. Isto porque o cinema está cada vez mais comercial e existe menos espaço para filmes específicos”, afirmou.

Os filmes de Kusturica são exibidos na íntegra nas salas do festival e da cidade, incluindo “Lembras-te de Dolly Bell”, história sobre as primeiras emoções de um adolescente na Sarajevo dos anos 60. Mas é com “Tempo dos Ciganos”, lançado em 1988, que ganha renome internacional.

Oriundo de um país que não está na linha da frente da “sétima arte”, o realizador tem um gosto especial pelas obras produzidas nos países do Sul. “O Sul traz o conceito daquilo que adoro no cinema. Uma característica que vai no sentido do neo-realismo italiano. Acho que todos estes países acabam por ficar conhecidos, não pelo seu sentido estético mas pelo senso comum de pobre, diria eu”.

Kusturica é um franco-atirador e a sua última obra é um documentário sobre Maradona, personalidade que o sérvio acompanhou durante vários meses. Aqui, o cineasta pode expressar a admiração pelo antigo futebolista e actual seleccionador da Argentina.

Neste festival de cinema, o realizador foi galardoado. Recebeu das mãos de Isabella Ferrari, um elemento do júri, uma estrela de ouro em sinal de reconhecimento da sua obra.

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