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Países pobres rejeitam proposta "secreta" e querem mais dinheiro

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Países pobres rejeitam proposta "secreta" e querem mais dinheiro

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Entre ricos e pobres a divisão acentuou-se e a confiança mútua sofreu um duro golpe.

Os manifestantes estão ao rubro. Tudo porque a Cimeira do Clima em Copenhaga foi abalada pela revelação da existência de um documento em forma de esboço, para a aprovação no final, que propõe limites estritos de redução de emissões aos países em vias de desenvolvimento.

A autoria do esboço foi atribuída à Dinamarca com o apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido.

O G77 mais a China, que juntos representam 80 por cento da população mundial, está chocado.

Lumumba Stanislaus Di-Aping, presidente sudanês do grupo afirmou que “se trata de uma estratégia global para destruir o equilíbrio das responsabilidades dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

E a estratégia está a ser feita numa clara violação da noção das responsabilidades de cada um e respectivas capacidades.”

O que mais choca o G77 é o facto de o esboço considerar uma redução de 50 por cento das emissões globais até 2050, em referência aos níveis de 1990, tendo em conta que os países industrializados já se tinham comprometido a reduzir em 80 por cento as suas emissões.

A presidente da cimeira, a dinamarquesa Connie Hedegaard, não vê razão para alarido: “Penso ser justo afirmar que nunca houve uma Cimeira do Clima em que tantos contactos foram mantidos entre as nações industrializadas e em desenvolvimento, países ricos e pobres. Os contactos foram feitos através de vários textos. De que se trata? Houve muito alarido com um certo texto dinamarquês que simplesmente nunca existiu…”

Verdadeiro ou não, o tom das negociações na cimeira foi estabelecido.

Os países em vias de desenvolvimento e pobres querem ser ouvidos e rejeitam a oferta de 10 mil milhões de dólares por ano, entre 2010 e 2012.
Querem mais do que isso, há quem fale em dez vezes mais. E não só.