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Paris nega compra de dados sobre suspeitos de evasão fiscal

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Paris nega compra de dados sobre suspeitos de evasão fiscal

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O governo francês nega ter comprado uma lista com os nomes de três mil suspeitos de evasão fiscal com contas na Suíça.

A polémica foi reavivada depois do jornal “Le Parisien Aujourd’hui en France” ter afirmado que Paris tinha adquirido a lista mediante o pagamento a um antigo funcionário do banco HSBC em Genebra.

O ministro francês do Orçamento afirmou que “a lista foi formada a partir de diferentes fontes e não unicamente de uma fonte. Não cabe aos serviços de investigações fiscais dar a conhecer as suas fontes”. Eric Woerth sublinhou que “nada foi comprado”.

O ministro aconselhou os contribuintes franceses que colocaram fundos no estrangeiro para fugir ao fisco a regularizarem a situação até ao fim do ano.

Um advogado especializado em direito fiscal explica que “já se sente uma corrente de arrependimento. Os detentores de fundos escondidos consideram que a situação mudou bastante e que o sigilo bancário é agora muito menos estanque”.

A filial do britânico HSBC em Genebra confirmou o roubo de dados bancários em 2008, por parte de um ex-funcionário. No entanto, segundo o banco trata-se de uma quantidade reduzida de dados, que “potencialmente” diz respeito a “menos de 10 nomes”.