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Projecto secreto ameaça "harmonia" em Copenhaga

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Projecto secreto ameaça "harmonia" em Copenhaga

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O projecto secreto de comunicado final que foi filtrado para a imprensa e participantes da Cimeira de Copenhaga propõe impor medidas estritas às emissões de gases com efeito de estufa aos países pobres. O documento foi encarado como uma traição à ideia de harmonia no mundo que devia sair de Copenhaga.

Os países em vias de desenvolvimento já disseram que assim não há acordo. Alguns sectores defendem que a filtragem é uma estratégia para provocar o diálogo.

O que é oficial, para já, é que às nações em vias de desenvolvimento oferecem-se 10 mil milhões de dólares em ajudas, por ano, entre 2010 e 2012.

A União Europeia encarregar-se-á de doar três mil milhões.

Não chega, diz Lumumba Stanislau Di-Aping, negociador do Sudão, país que preside ao grupo dos 77: “Vou ser muito directo. Dez mil milhões não chegam nem para comprar-mos caixões para as nossas vítimas”.

O valor ideal seria dez vezes a ajuda proposta, já que 80 por cento da população mundial vive nos países pobres.

O negociador-chefe da União Europeia, Artur Runge-Metzger, desdramatiza. Refere-se ao projecto de comunicado final como um documento sem valor: “É apenas um pedaço de papel. Os únicos textos com validade são aqueles fruto de negociações”.

Fora das salas de reuniões, os manifestantes protestam. No documento secreto propõe-se limitar a dois graus Celsius o valor do aquecimento para os países pobres. “Um suicídio” gritam.

A cimeira termina no dia 18.