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Rússia e Estados Unidos expõe diferenças em relação ao Kosovo

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Rússia e Estados Unidos expõe diferenças em relação ao Kosovo

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O Tribunal Internacional de Justiça analisa desde há duas semanas a legalidade da declaração de independência do Kosovo.

Um processo que entra na recta final e acontece a pedido da Sérvia, com o apoio da Rússia e contra a posição norte-americana.

A diplomacia russa defende que a independência não faz sentido uma vez que Belgrado já não representava uma ameaça para a minoria albanesa.

“O regime foi estabelecido pelas salvaguardas da resolução à integridade territorial da Sérvia, e torna impossível qualquer acção unilateral no Kosovo, quer por parte da comunidade albanesa quer por parte de Belgrado”, afirmou Kiril Gevorgian, embaixador russo na Holanda.

Por seu lado, Washington afirma que a secessão era a única alternativa viável tendo em conta o cenário de limpeza étnica verificado entre 1998-99.

“Nós instamos o tribunal a deixar a declaração intocável, quer recusando emitir uma opinião ou simplesmente respondendo afirmativamente à questão posta: Está a declaração de independência do Kosovo de acordo com a lei internacional?”, disse Harold Hongju Koh, do Departamento de Estado norte-americano.

O Kosovo declarou unilateralmente a independência em 2008, apesar da forte contestação de Belgrado apoiada por Moscovo. Desde então, a maioria dos estados europeus reconheceu o novo país, com algumas excepções de peso como foi o caso da Espanha.

A declaração final do ICJ só deverá ser conhecida dentro de meses e tem um valor não vinculativo.