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Texto "secreto" cria ambiente glacial em Copenhaga

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Texto "secreto" cria ambiente glacial em Copenhaga

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O segundo dia da cimeira de Copenhaga foi marcado por um clima cada vez mais tenso entre países ricos e países em desenvolvimento.

A China e o Brasil exigiram um maior compromisso das potências ocidentais para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e aumentar as ajudas às nações mais pobres.

Um ambiente ao rubro agravado pela divulgação de um alegado projecto de comunicado final da cimeira que pretenderia limitar as emissões poluentes dos países pobres a metade daquela permitida às nações mais desenvolvidas.

O texto, resultado de um alegado “pacto secreto” entre Estados Unidos, Reino Unido e Dinamarca foi relativizado pelo representante da União Europeia na Cimeira: “É apenas um pedaço de papel sem qualquer validade”, afirmou.

A China organizou ontem uma conferência de imprensa inédita para criticar como “insuficientes” as metas de redução de gases com efeito de estufa fixadas por Washington e Bruxelas, distantes dos objectivos de 25% apontados pelos especialistas.

Pequim considerou ainda como “uma gota no oceano” os 10 mil milhões de dólares de ajudas anuais prometidos aos países mais pobres em troca do respeito das futuras metas ambientais.

O representante da delegação sudanesa, que encabeça o chamado G77, afirma temer, “o fracasso das negociações”, depois da divulgação do alegado “pacto secreto” entre os países mais ricos.

O polémico documento, que arrefeceu as relações entre os representantes dos 192 países presentes em Copenhaga, previa igualmente retirar à ONU a gestão dos fundos ambientais, entregando-2 a um comité chefiado pelo Banco Mundial.

Mesmo após os desmentidos, o documento ameaça ensombrar o encontro que tem até dia 18 para fixar as novas metas para combater o aquecimento global.