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A revolta das ilhas na cimeira de Copenhaga

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A revolta das ilhas na cimeira de Copenhaga

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Ao terceiro dia da cimeira de Copenhaga, só a intervenção divina parece poder assegurar um acordo à medida das expectativas de todos os países presentes na reunião.

Ontem, foi o dia dos pequenos estados insulares, ameaçados pela subida do nível dos oceanos, denunciarem a falta de vontade política das potências emergentes.

O representante da ilha de Tuvalu pediu a suspensão da cimeira, acusando a China e a Índia de bloquearem uma proposta que obrigaria os dois países a respeitarem metas anuais de redução de C02, similares às das nações desenvolvidas, já a partir de 2013.

Uma proposta que circula na cimeira prevê a criação de objectivos iguais para todos os países, à semelhança do protocolo de Quioto, em vez de fixar objectivos diferentes para nações pobres e ricas.

Uma activista das ilhas Fiji afirma-se desapontada enquanto habitante de um estado insular, “os países desenvolvidos só se preocupam com os seus próprios interesses económicos. Não se preocupam com a sobrevivência das ilhas. Não é só o meu país que está a aquecer, mas também o ambiente geral destas negociações que está a ficar ao rubro”.

Até agora os participantes da cimeira envolvem-se numa confusa batalha de números, sem qualquer compromisso à vista quanto aos objectivos de redução de C02 e ao montante das compensações e ajudas aos países pobres.

Ameaçadas pela subida dos oceanos, as ilhas exigem que a subida das temperaturas seja limitada a 1,5 graus centígrados, enquanto potências emergentes e países ricos pretendem um limite de até 2 graus centígrados.

A União Europeia e a China renovaram ontem as críticas à falta de vontade política dos Estados Unidos, que até agora se mantêm avessos a aceitar um objectivo comum de reduzir a emissão de C02 a 20% dos valores de 1990.