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Bruxelas distingue uma francesa e um polaco com mais um Prémio do Livro

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Bruxelas distingue uma francesa e um polaco com mais um Prémio do Livro

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A terceira edição do Prémio do Livro Europeu recompensou duas obras de estilos distintos em 2009: A reportagem literária e o humor pedagógico.

O prémio procura a promoção dos valores europeus e uma melhor compreensão por parte dos cidadãos sobre a União Europeia enquanto entidade cultural.

Marius Szczygiel, um jornalista polaco, foi um dos vencedores com o livro “Gottland”, uma investigação minuciosa da sociedade checa actual.

“Se quer mesmo saber, a ideia surgiu simplesmente durante o período comunista. Os autores tinham de passar pela censura…os escritores, como os repórteres, tinham de escrever de forma a que o censor não pudesse criticá-lo. Por isso tinha de arranjar uma maneira de dizer as coisas, sem que as mencionasse”, disse.

A vencedora na categoria ensaio foi Syilvie Goulard, uma eurodeputada liberal francesa distinguida pela obra “A Europa para Totós”. Um livro publicado em 2005 na ressaca da rejeição à Constituição Europeia

“Aquilo que digo no livro, é que há muitas pessoas que exercem responsabilidades na Europa, que não se sentem obrigados a explicar o que fazem de maneira simples e viva e que, por outro lado, por vezes não se importam de destruir em parte aquilo que foi feito na Europa. São esses os totós e não as pessoas comuns, que não recebem explicações correctas sobre o que de facto é a União europeia. Será sempre algo relativamente complexo, com 27 países e outras tantas culturas, mas isso faz parte do charme”, explicou.