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No porto de Roterdão, a água doce e salgada crescem paralelamente.

Isso inspirou os cientisttas do Centro de Tecnologia Sustentável da Água, em Wetsus.

Estão a desenvolver aqui um projecto inovador de de energia sustentável.

Acreditam que podem ganhar uma energia, extraída da diferença entre a água doce e a salgada.

Em boa verdade, não se trata de uma investigação completamente nova.

Em 1950, os cientistas Sidney Loeb e Srinivasa Sourirajan, da Universidade da Califórnia encontraram uma forma de extrair água potável, da água salgada.

Quinze anos mais tarde, Loeb lançou este processo, a que chamou de electrodiálise revertida, que pode igualmente produzir energia eléctrica.

Depois de terem revisto o conceito, os cientistas de Wetsus desenvolveram esta ideia da descoberta daquilo a que chamam de “energia azul”.

Joost Veerman dirige a equipa de investigadores:

“A água do mar tem dois tipos diferentes de pequenos componentes: Íão do sódio e ião de cloreto, positivos e negativos. E cada conjunto têm dois tipos de membrana. Um deixa passar apenas o ião positivo e a outra membrana somente o íão negativo. Imagine-se entre as minhas mãos a água de mar, o íão positivo passa através desta membrana e o íão negativo passa através desta membrana. Temos um circuito eléctrico, entre a água salgada e a água doce, de cada lado das duas membranas”.

Economicamente, pode debitar uma corrente eléctrica do um mega watt por segundo, por cada metro cúbico de água doce.

O centro de investigação pode, por exemplo, construir uma instalação, ao longo do Afsluitdyke, de 200 mega watts, com uma fila de contentores, colocados ao longo de 1.500 metros.

Uma solução que está a ser avaliada, como explica Roelof Schuiling:

“A energia azul é uma solução agradável e limpa, com muitos custos. Mas hoje, a produção de membranas já não é tão cara. O sistema funciona bem no laboratório, mas subsiste a dúvida: como funcionará na realidade prática?”.

Se concretizar o projecto, o centro estima que esta tecnologia de energia azul poderá produzir 3000 mega watts, garantindo quase um terço do consumo anual de energia, da Holanda.

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