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Fotos que podem ser memória

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Fotos que podem ser memória

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Uma chamada de atenção para o que está em questão, na COP 15, a cimeira sobre alterações climáticas.

Uma exposição, no centro de Copenhaga, foi designada de “100 lugares”. Cada fotografia pode um dia tranformar-se em memória, do que se vai perdendo, com o aumento da temperatura clogal.

Pena Hadow, explorador polar, explica os trabalhos que trouxe a Copenhaga:

“O gelo marinho que flutua, na região do Pólo Norte sobre o Oceano Ártico, como se ilustra aqui, é uma das características da superfície do nosso planeta, com vista do espaço profundo.Eu trabalhei nisto, nos últimos 20 anos, ou coisa parecida. Fizemos um exame, na última Primavera, em colaboração com a Universidade de Cambridge para permitir uma melhor política informativa, aqui em Copenhaga na COP15.Descobrimos que isto já não será uma característica da parte superior de nosso planeta dentro de apenas dez anos, contados a partir de agora”

O gelo aquecido e derretido está a provocar uma expansão térmica da água. Alguns meteorologista prevêem uma subida do nível do mar, entre de 20 a 80 centímetros, só neste século.

As nações insulares, situadas ao nível do mar, enfrentam uma ameaça real, com as mudanças de clima. E as negociações de bastidores desta cimeira podem ser decisivas, para a sua sobrevivência.

Há um globo enorme pendurado no salão da COP15

Tessie Lambourne negocia aqui o futuro de sua pátria, as ilhas Kiribati, no Pacífico.

Umas ilhas que não aparecem no globo.

Tessie Lambourne, Ministro dos Negócios Estrangeiros, das ilhas Kiribati:

“Há um cortejo de vítimas da mudança do clima, e países como o meu, estão na linha da frente. Imagine uma ilha que seja uma tira fina muito estreita da terra, cercada de água, por todo o lado. As investidas das tempestades estão a tornar-se, cada vez, mais frequentes e severas e as ondas estão a rebentar em cima das nossas casas, destruindo as colheitas e a principal infra-estrutura pública. É uma questão emocional para o nosso povo. Pessoas que vivem no litoral não aceitaram passar para o interior, como queríamos”.