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Itália acolhe o maior processo sobre o amianto

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Itália acolhe o maior processo sobre o amianto

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Está aberto, em Italia, o maior processo sobre o drama do amianto. E o primeio penal. Mais de 700 pessoas fizeram sentar no banco dos réus, em Turim, o ex-proprietário do grupo suíço Eternit e um antigo dirigente belga da filial italiana.

Sobre os dois homens pesa a acusação de responsabilidade na morte de duas mil pessoas e na doença de várias centenas, trabalhadores da empresa ou simples habitantes das localidades onde a Eternit tinha fábricas de material de construção.

As famílias da vítimas vêem este processo como um símbolo que pode abrir um precedente noutros países. “São anos de espera. Sofremos com a morte dos nossos. E o sofrimento continua. Mas hoje estamos aqui e temos realmente esperança que justiça seja feita”, diz uma familiar.

A filial italiana da Eternit faliu em 1986, seis anos antes da interdição do amianto em Itália. Mas segundo a acusação, a contaminação deve-se ao não-respeito das medidas de segurança no fabrico e venda dos produtos à base de amianto.

Após cinco anos de investigação, a procuradoria estabeleceu que os dois acusados tinham poder real para decidir sobre as condições de segurança das fábricas italianas.