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Copenhaga: ajudas europeias bem recebidas mas consideradas insuficientes

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Copenhaga: ajudas europeias bem recebidas mas consideradas insuficientes

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A proposta europeia para as ajudas aos países en desenvolvimento foi recebida como um sinal “encorajador” pelas Nações Unidas.

Em Copenhaga, a ministra dinamarquesa do Ambiente lembrou, no entanto, que é preciso encontrar formas mais criativas de financiar as ajudas, nomeadamente através do sector privado.

Ao microfone da Euronews, o representante permanente de Cabo Verde na ONU defendeu que “aqueles que podem contribuir, devem fazê-lo. Os países sub-desenvolvidos, vulneráveis, não podem fazer grande coisa, mas aqueles que podem, devem fazê-lo agora”.

As nações pobres acolheram bem a proposta europeia, mas continuam a considerar que as potências mundiais tem de fazer um esforço maior.

Uma opinião partilhada pelo director da Fundação Europeia para o Clima, que explica que “como ponto de partida, é um bom começo”. No entanto, Jules Kortenhorst sublinha que, na análise da fundação, “100 mil milhões de euros para os próximos 10 anos seria uma quantia adequada e razoável. O componente europeu dessa quantia seria da ordem de um terço”.

Vários países sublinharam também que as ajudas prometidas não devem resultar da reconversão de fundos já existentes.

“O compromisso de Bruxelas foi bem recebido em Copenhaga, mas também ficou claro que, a longo prazo, é preciso muito mais dinheiro. E os países em desenvolvimento também deixaram claro que as ajudas devem vir de novos fundos.”