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Copenhaga: corrida contra o tempo

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Copenhaga: corrida contra o tempo

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Delegações de cerca de duas centenas de países travam, em Copenhaga, uma corrida contra o tempo.

O objectivo: adoptar até à próxima sexta-feira um acordo mundial sobre o clima.

Dentro de oito dias, estas esculturas de gelo terão derretido. Para os ambientalistas o mais importante é evitar que o mesmo aconteca com as negociações:

“As esculturas vêm alertar-nos para necessidade de agir na luta contra o aquecimento global. O tempo está a esgotar-se. Podemos negociar sobre o clima, mas não se pode negociar com o ele” refere Hugh Cole da Oxfam.

A falta de consenso entre os países ricos, pobres e emergentes dominou a primeira semana da conferência.

Os compromissos assumidos até ao momento estão ainda longe das metas traçadas.

O secretário executivo da United Nations Framework Convention on Climate Change, Yvo de Boer, afirma que “reduzir as emissões de gases com efeito de estufa de modo a baixar a temperatura em cerca de um, a um grau e meio é difícil.” Esta meta, adianta, “apenas poderá ser alcançada, antes de mais se os países ricos tiverem essa ambição. Depois, se os países desenvolvidos fizerem mais para reduzir a quantidade de emissões e isto só vai acontecer se foram mobilizados meios financeiros. Mas se todas as condições estiverem reunidas, então é possível.”

Os Estados Unidos comprometem-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 17 por cento até 2020, em relação aos níveis de 2005. Uma meta que os 27 classificam de insuficiente.